terça-feira, 12 de maio de 2015

Museus nacionais do século XIX


O século XIX pode ser chamado de era da ciência e cultura , principalmente no Brasil já que foi nesse século que grades avanços foram feitos nessas áreas , um deles foi a criação de três museus , o museu nacional localizado na capital da época,o Rio de Janeiro , o Museu Paulista, também conhecido como Museu do Ipiranga e por último o Museu Paraense localizado na entrada da floresta Amazônica, todos os três eram focados na ciências naturais , zoologia era a principal juntos com estudos minerais e botânicos .

O museu Nacional , foi criado em 1818 e teve como grande impulso a vinda da familia real para o Brasil em 1808 , já que o poder do império português havia se deslocado era necessário que a nova sede se transforma-se nao apenas politicamente como também culturalmente ,a criação do museu em seus primeiros anos foi bem conturbada não  tinha organização científica , e muitas vezes era feita
devidas reclamações ora por falta de verba ora por falta de objetos desejados,mas foi apenas  durante os anos de 1870 que o museu após uma reinauguração alcançou um caráter mais científico, com o Archivos do Museu Nacional revista que ajudou na divulgação do museu e com uma nova modelagem parecida com os museus científicos europeus.

O museu paulista por sua vez surgiu da ideia de homenagear a independência brasileira ideias de sua criação já eram relatadas desde 1824 , mas foi só em 1885 que de fato o museu foi inaugurado, tendo como diretor o zoólogo alemão Herman Von Ihering  que com certo radicalismo tomou conta do museu e das publicações feitas na revista do museu paulista .O museu  em 1893 adquiriu  coleções pertencentes a Joaquim Sertório , composta por peças de historia natural como também mobiliários , jornais e objetos indígenas .

O museu Paraense , foi o melhor localizado , já que estava na entrada da floresta amazônica , ele foi o ultimo a ser criado e sua criação e profissionalização foi impulsionada pelo boom da borracha que a região apresentou nos anos de 1890 , sendo que a fundação do museu  foi feita  em 1871 foi apenas em 1891 que o museu realmente teve sua inauguração feita , logo em 1893 foi feita a contratação de Emilio E Goeldi , zoólogo suíço que  havia sido demitido do museu nacional. Goeldi a partir de então tentou transformar o museu uma reprodução dos museus científicos europeus , criou o Boletim do Museu Paraense de Historia Natural e Etnografia , e em suas exposições .
Os três  tinham bastante semelhanças , todos queriam ser museu enciclopédicos onde todo conhecimento humano seria armazenado , mas também havia certa rivalidade principalmente dos museu de São Paulo e Pará com o carioca ,o paulista afirmava que o carioca não tinha o formato científico e o paraense dizia que o carioca apenas pegava aquilo que era do Pará sem nunca devolver, era uma grande busca para ver qual seria o mais completo na busca do titulo de enciclopédico ,os museus mantinham contato com outros museus europeus e com pesquisadores que eram muita vezes os principais doadores das instituições , como antes havia dito o principal  "produto" dos museus eram de origens animais ,vegetais e minerais , além de estudos antropológicos.
 Vale-se lembrar que na época o conhecimento era muito escasso e alfabetização era baixo e os museus poderiam ajudar e muito na educação , mas por causa de certos detalhes não se era feito , os detalhes são que não era qualquer pessoa que entrava no museu ,
o paulista por exemplo foi feito da classe alta para a classe alta paulistana , essa ideia foi perdurando e até hoje muitos tem a noção de museu como algo para ricos e não como meio de educação que ele é.
A importância desses museus é inimaginável eles foram os percursores enfrentaram problemas que até os museus de hoje enfrentam como o problemas com a verba e o espaço ,era um período difícil várias mudanças foram feitas  seja no Brasil como no mundo ,a luta feita por essas pessoas ficará para sempre , só me resta agradecer por tudo , muito obrigado "Era dos Museu" .

sexta-feira, 1 de maio de 2015

III Encontro História, Imagem e Cultura Visual




Comentário referente as apresentações feitas no dia 23/04/2015 no III Encontro História, Imagem e Cultura Visual :


As apresentações feitas nos dias foram referente , aos os museus sendo que as apresentações foram divididas em duas partes nas três primeiras foram referentes a museus gaúchos e as outras três foram com temas distintos. Na primeira parte das apresentações o que achei mais interessante foram certos termos como a ideia do museu pedagógico que foi apresentado na apresentação referente ao museu de história natural do colégio Anchieta, termo esse que vai de encontro com certos pontos que nos foram apresentados quando estudamos a nova museologia , já que tem a ideia de ir de encontro ao povo e ensinar de uma maneira muito mais prática do que dar um livro para um estudante dentro de uma sala de aula.Outras apresentações feitas nessa primeira parte se refere ao museu Julio de Castilho que eu já havia assistido em outra ocasião em sala de aula mas dessa vez foram apresentados novos aspectos sobre o Julio de Castilho e a necessidade que se teve em preservar sua imagem após sua morte.A última apresentação foi referente ao museu das missões, o que  chamou minha atenção foi as obras que lá são expostas , imagens de santos em sua maioria sem nem uma referência aos verdadeiros moradores do local , os índios.
A outra metade das apresentações tiveram temas distintos em relação a primeira metade, começando com a apresentação do   e como era prestigiado essa ideia.
projeto 40 museus em 40 dias que tinha o intuito de apresentar 40 museus da cidade de São Paulo em 40 dias ,o mais interessante foi que o projeto apresentava desde como chegar lá por transporte público como também a preocupação de serem museus com entrada franca ,ações que facilitaram muito o sucesso do projeto . A quinta apresentação do dia trouxe a exposição realizada na Colômbia com o tema “Colômbia na grande guerra” , foram nos apresentados principalmente os bastidores da exposição desde a ideia de como a imagem do pôster ,segundo a comunicadora passou a imagem errada, a como foi montado as trincheiras dentro do museu que deva a sensação de estar no meio do campo de batalha.A última apresentação teve o tema a exposição universal feita em Paris em 1900 ,o que me chamou atenção foi a ideia que a exposição passava ,de trazer os conhecimentos de diferentes países reunidos em um só local
Como estudante de museologia o meu foco foi mais para como foram feitas as pesquisas e as ideias técnicas passadas pelas comunicadoras é impressionante o mundo que existe nesse universo chamado museu ,desde exposições universais a como manter a imagem de um líder tudo isso faz parte do museu , todas as ideias, todas as pesquisas apresentadas só me fizeram ter o sentimento de gratidão por estar lá e ver como eu não sei nada , e é muito bom não saber nada pois só assim esse sentimento de maravilha  existe quando adquirimos o conhecimento.

sábado, 4 de abril de 2015

Louvre:quando a identidade nacional toma forma

Antes de falar o do louvre devemos falar sobre seu antecessor o museu de luxemburgo, o primeiro museu francês,o fechamento do museu de luxemburgo foi um grande impulso para a criação de um museu no palacio real do louvre ,com a nomeação do conde d´Angiviller  para o cargo de diretor de edifícios do rei  , a coleção que seria exposta no novo museu foi criando forma , todo ano apartir de 1774 Angiviller encomendava obras como o tema "Grandes Homens Franceses" era um principio de algo que se tornor comum nos museus , contar a história dos heróis , isso tem como principal caracterista a criação de um orgulho por parte do povo por pertencer a uma nação onde tal pessoa  conquistou grandes feitos ,fora as coleções Angiviller investiu na ideia da monumentalidade , a ideia era tornar o museu algo imponente perante as outras nações ,tornar algo único que se tornasse um orgulho aos franceses , por causa dessas ações abertura do museu do Louvre só ocorreu na revolução francesa.
Pode se afirmar que criação museu  do Louvre chegou a ultrapassar a ideia das artes e ganhou uma ideia muito mais política do que a artística ,a identidade nacional é ,foi e sempre será  um assunto importante para uma nação se tornar forte, um povo que se sente parte de algo mais forte ele será caso algo externo atinja a nação, o museu do Louvre trouxe isso,, essa importância de  pertencer a algo , claro que a revolução francesa foi muito mais importante mas na identidade nacional ligada a cultura o museu do Louvre merece o crédito.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Colecionismo:Ato de poder ou Hobby?

Na quarta aula da cadeira de historia dos museus e dos processos museológicos foi debatido o colecionismo e como ele ajudou a formação dos museus como conhecemos hoje.muito antes da formação dos museus como os conhecemos quadros eram exibidos ao publico estátuas eram admiradas ,a nobreza , a igreja e as instituições de poder exibiam suas coleções , como dito  no texto de Krzysztof Pomian, outro ponto que o autor se refere data da antiga Grécia onde os templos tinham estátuas e imagem em homenagem aos deuses e aqueles que viam de longe quando entravam em contacto admiravam as obras que pertenciam as "coleções" de tais polis gregas.
O colecionismo foi evoluindo como tudo, mas qual a importância?qual a necessidade alguém tem de juntar obras de arte, do cotidiano, ou qualquer coisa que possa ser "juntada"?com o tempo essas respostas são respondidas. Claro que o ego de um grande colecionador de arte se inflama quando muitas pessoas se reúnem para admirar sua coleção, mas será que passa pela cabeça do colecionador que o publico esta interessado na coleção e não no colecionador , a importância que colecionadores tem são gigantes, muitas obras que hoje admiramos em museus só podem estar lá presente graças a ações de colecionadores sejam de escala publicas como de escala privada.
Outra ideia levantada na aula foi a relevância, o que é relevante em uma coleção?se pegássemos uma pessoas que nunca teve contato com a população e apresentássemos a santa ceia de Leonardo da Vinci, qual a sensação viriam a sua cabeça?certamente não seria a mesma que uma pessoa que se diz cristã tem , grandes museus apresentam itens que talvez para um certo público aquilo não tenha nenhuma importância, a relevância das coleções são gritantes o que é belo e importante para mim , pode não ser belo e importante para você  .
Sim ,como dito antes o colecionismo é importante mas como ato de poder e como hobby , era e é ainda o hoje imponente aquela instituição que detêm tal obra , mas também é um hobby colecionar, como na imagem mostra a coleção de moedas, já que não sabemos que histórias cada uma dessas moedas pode contar e vir a se tornar imponente o mantenedor dessas que um dia foi , uma simples coleção de moeda.

Museu Julio de Castilho

"Júlio Prates de Castilhos (Cruz Alta, 29 de junho de 1860Porto Alegre, 24 de outubro de 1903) foi um jornalista e político brasileiro, eleito Patriarca do Rio Grande do Sul pelos seus conterrâneos. Foi governador do Rio Grande do Sul por duas vezes e principal autor da Constituição Estadual de 1891.1 Disseminou o ideário positivista no Brasil"

"O Museu Júlio de Castilhos é o mais antigo museu do Rio Grande do Sul. Está instalado em dois antigos casarões de Porto Alegre, localizados na rua Duque de Caxias 1231 e 1205, no centro da cidade. "

Feita as devidas apresentações vamos aos conteúdos apresentados em aula, como dito na discrição o museu Julio de Castilho é o mais antigo do estado dos gaúchos , ele foi fundado em 30 de janeiro de 1903 pelo decreto do então governador Borges de Medeiros que era muito amigo de Julio de Castilho e acreditava que a imagem do positivista não poderia ser apagada após sua morte,logo após sua criação o museu já apresentava certos problemas desde o espaço que o diretor da época reclamava via carta ao governador outra de suas reclamações  escritas era a falta de iluminação em determinados pontos.Outra história curiosa que foi  contada sobre o museu foi quando o Brasil entrou na ditadura militar e um militar assumiu o museu um dos seus atos foi o fechamento do museu por dois anos.
 Outra curiosidade sobre o museu é que ele é a casa onde Julio de Castilho viveu e foi nela que ele morreu , onde também sua esposa veio a falecer , ela ,como pode se ver na foto, é daqueles casarões  pertencentes a classe alta porto-alegrense  do século 19
 Ressaltar a importância do museu Julio de Castilho é ressaltar a importância da historia de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul , já que o MJC passou por períodos que marcaram o mundo , foram feita  obras de ampliação onde anexaram o prédio do lado ao museu , O acervo do museu  é composto de mais de 11 mil objetos, divididos em 29 coleções, como: iconografia (pinturas, gravuras, fotos), indumentária (roupas, acessórios, modas de épocas), armaria (armas), etnologia (objetos relacionados à cultura indígena), escravista (objetos utilizados no período da escravidão), documentos, máquinas, utensílios domésticos, objetos de uso pessoal, missões, dentre outras. O acervo é tombado como patrimônio nacional, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).